26.11.11

"Creio que a foda que vou colocar à apreciação de todos pode ser bem útil, pois contém situações complicadas, mas que podem acontecer ao trepador comum. É uma trepada que estava dando com uma namorada que conhecia há pouco tempo. De maneira que ainda estávamos naquela de papai-e-mamãe - eu fingindo que gostava de fazer amor e não de foder, e ela fingindo que era séria e que não era nenhuma dessas putas vagabundas.

Tudo bem. Na primeira semana isso é legal, e distrai. Mas a certa altura, estou ali dando duro, malhando a vulva que nem um ferreiro, e nisto dou um peido absolutamente épico. Atenção: a bicha leitora não faz ideia do que foi isto. Não se tratou de um simples peido de volume sonoro acima da média. Não, não: foi um peido tonitruante, um peido que Poseidon teria dado na cara de Ulisses para fazer levantar ondas furiosas que lhe afundassem o barco; um peido que me deixou as pregas do cu doloridas durante uma semana e meia. Foi um daqueles peidos que dou às vezes, propositadamente e com fins recreativos, e que levam a vizinha de baixo a bater com o cabo da vassoura no teto.

Perante um peido desses, é impossível fingir que não aconteceu nada e dar continuidade à foda. Percebi isso pelo grau de desconforto da garota. Desenfiei a pica e me deitei ao lado dela. E perguntei, muito cínico: "O que foi isto?" E ela: "Você peidou!" Só me restava contra-atacar: Tinha uma hipótese muito remota de êxito, mas arrisquei: "Eu?! Eu acho que foi você. Isto foi um peido de boceta." Ela ficou puta: "O quê?! Que ordinário! Eu agora dou... peidos de boceta? Ainda por cima é um filho da puta. Como é que explica o cheiro?" (Estava um cheiro de merda bastante intenso.) E eu: "Aliás, isso era outra coisa que eu queria falar com você..." E ela: "Você é uma besta, Pipi. Está tudo acabado!" e eu: "Tudo acabado? Você quer é que eu meta o nabo atrás!" E ela: "Hã?!" E eu: "Sim, sim. Quer tomar no cu? Não se faça de rogada." Nesta altura, ponho-a de costas em cima da cama (sem que ela tenha esboçado qualquer resistência), com a mão esquerda agarro no cabelo, com a direita faço um capacetezinho de saliva na cabeça do caralho e enfio.

Foi das melhores fodas que já protagonizei. A menina perdeu as estribeiras e as vergonhas assim que percebeu que eu era um malandro à moda antiga, e por isso tinha potencial para lhe dar pirocadas valentes que lhe apelassem ao instinto animal. De maneira que, daí para frente, foi só foder malucamente. Foi extremamente interessante.

Ainda hoje, quando estou começando uma relação, procuro peidar numa das primeiras fodas, a ver se o mesmo golpe pega novamente. Experimente vocês também. Boa noite e boas fodas."

O meu pipi, extinto blog português do Cretáceo da Blogosfera que virou livro e foi traduzido (isso mesmo) por Mário Prata na edição brasileira, de onde retirei a passagem acima.

Aproveitando o ensejo, não é de hoje que os portugueses gostam de escrever sobre putaria.   

Boa noite e boas fodas.




4 comentários:

Sally Cinnamon disse...

e esse bem que poderia ter sido escrito por você, né...

Bruno R disse...

haha o Pipi é muito, mas muito melhor, quem sou eu

Lygia disse...

eu deveria comentar alguma coisa num post que fala de puxada de cabelo e anal, mas o peido odisséico me constrangeu. o golpe não funciona pra todas.

Bruno R disse...

ahaha