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2.10.10

No quadro "Clássicos do Futebol" do "Loucos por Futebol", da ESPN, apresentado por Roberto Porto, tomei conhecimento de um "causo real" que surprende até quem está acostumado com as histórias com selo "Coisas que só acontecem com o Botafogo". E também dá ideia do quanto essa tradição de bizarrices vem de longe.

Mesmo quem nunca leu "Os Sertões", ou só estudou a obra por meio de um "resumão" pra passar no vestibular, conhece a história do triângulo amoroso que culminou na morte do jornalista-escritor, graças à minissérie "Desejo".

O que eu não sabia (ou não lembrava) é que Euclides da Cunha Filho, em circunstâncias muito parecidas, também foi morto pelo algoz do pai, sete anos depois. Bom, o próprio Porto conta a história melhor que eu.

Lá é revelada a trágica história do zagueiro (e goleiro!) do alvinegro, Dinorah de Assis, o irmão para quem acabou sobrando uma bala de Euclides, que teve sérios problemas de saúde e acabou se suicidando num rio.

O que o pesquisador não relata no blog (mas falou no programa) é que a coisa tomou uma proporção tal que a antipatia a Dilermando atingiu o próprio Botafogo, que passou vários anos proibido de jogar no estado de São Paulo!

Quanto a Dilermando, apesar de ter sido baleado várias vezes, nos dois atentados, sobreviveu e foi absolvido em ambos. Ana Sólon da Cunha viveu até o fim com o homem que matou seu marido e filho. O casal morreu no mesmo ano, 1951.

14.5.07

Do inferno ao céu de Suely




No futebol você vai da desolução absoluta à euforia completa em uma semana. Domingo passado, o Botafogo, clube que passei a torcer vendo os jogos pela TV aos 6 anos, perdia o campeonato carioca para o Flamengo num erro do bandeirinha aos 47 minutos do segundo tempo - entre outras circunstâncias emputecedoras.
Pois bem, já na quarta-feira, o mesmo Flamengo caía fora da Libertadores, dessa vez prejudicado pela arbitragem. No futebol, a mão que afaga é a mesma que apedreja.
Na quinta, o Fogão conseguiu eliminar o Atlético-MG e seguir em frente na Copa do Brasil, num jogo dramático até para os padrões do Botafogo. Dessa vez, o alvinegro carioca foi ajudado pela arbitragem. E agora faltam 4 jogos para o título inédito. Nada como um juiz após o outro.

E por falar em ineditismo, o Nacional, clube que eu comecei a torcer vendo os jogos no estádio aos 3 anos de idade, foi campeão paraibano pela primeira vez, sapecando 3 a 0 no Atlético de Cajazeiras. Já o Botafogo ganhou do Inter fora de casa com meio time reserva, pelo campeonato brasileiro. E a derrota do Flamengo em casa por 4 a 2 para o Palmeiras foi a cereja do bolo.

Sim, eu sei que o leitor médio deste blog não gosta de futebol. Mas é que depois que Ailton matou "a pelada", fiquei órfão de um espaço para escrever sobre o esporte bretão. E eu precisava desabafar. Mal aê.

Vou aproveitar e falar de um assunto mais democrático. Ontem terminou o Cineport. Como eu queria sair e não tinha outra opção, fui rever "O Céu de Suely". Prestei mais atenção no tal conceito de "fotografia de luz de poste" de Walter Carvalho. Puta que pariu, como um cara consegue fazer coisas tão diferentes como "O Céu de Suely" e O veneno da madrugada"?
Bem, mas a verdade é que dessa vez o filme mexeu comigo mais do que da primeira. E quando um filme não só resiste a uma segunda avaliação, como ainda melhora, é bom sinal.

14.4.07

Quando Romário nasceu Deus apontou pra ele e disse: "No Botafogo não, mané!"