Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador trampo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trampo. Mostrar todas as postagens

25.5.12



“Naquele dia tentamos mudar o mundo, mas ele não quis acordo.”



“Mil voltas dadas na cama e o sono sem aparecer.”



“Ele era feio, ela era feia, mas juntos formavam um belo casal.”



“Se ele não tivesse acreditado tanto, não teria quebrado a cara.”



“Brincando com a arma do pai, o irmãozinho, sem saber, ao disparar contra o outro, matou com uma única bala todos os sonhos de uma família feliz.”



“Tudo seria diferente se ele não estivesse lá.”



“Aquele policial racista acabou morto por uma arma branca.”



“Procura-se uma pessoa sem nome, sem documento e que ainda não nasceu. Quem vir, avise.”



“Olhei. Admirei. Pensei. Vi um céu tão lindo e Azul, que esconde tanta tristeza. E que a ameaça a luz.”



“Deixava suas contas atrasarem mesmo com o relógio adiantado em cinco minutos.”



“Seus risos eram escondidos. Dores insanas.”



“Eu via a cena, mas não sabia se estava participando.”



A qualidade dos microcontos acima - em uns mais, em outros menos - é evidente. Observe também a variedade. Tem politicamente correto, tragédia, exercícios de síntese, lição de moral, lirismo e até fantástico.

O que poderá ser surpresa é que essas produções são de alunos meus de EJA (Educação de Jovens e Adultos), de uma escola estadual da periferia. Perfil: entre 18 anos e a terceira idade, tiveram de interromper os estudos e agora correm atrás do prejuízo ou, mesmo, só entraram numa sala de aula já adultos.

São estudantes que têm algumas dificuldades, óbvio, e por isso alguns apelidam o EJA de “Eles Jamais Aprenderão”. Mas o que esses microcontos me ensinaram é que, com um empurrãozinho de nada, a literatura pode brotar em qualquer lugar.

10.10.09

Enquanto isso, na sala de professores

- Não aguento quando vêm pra mim com essa falsa modéstia de chamar negro de moreno! - Diz, entrando na sala e caminhando até a mesa, um professor negro. - Nós, pessoas cultas, não podemos permitir isso! - Senta, puxando a cadeira com raiva.

- É porque tem muitas pessoas morenas que acham que é preconceito. Ah, não aguento mais essa conversa! - Responde, impaciente, uma professora branca. - Esse assunto é muito cafona... O movimento negro tem muita hipocrisia, coisa de quem não tem o que fazer.

18.9.09

Acontece na vida...

O documentário Pro dia nascer feliz apresenta uma adolescente pobre do interior de Pernambuco que escreve poemas tão bons que ninguém acredita que saíram da cabeça dela. Os olhares de desconfiança fizeram a menina sentir vergonha de mostrar o que produzia.

Uma colega minha que dá aula no ensino fundamental numa escola da periferia me contou que uma de suas alunas escreveu um poeminha sobre seu gato e quis inscrever num concurso de redação promovido pela prefeitura. E a diretora não quer permitir, porque acredita que só pode ter sido plágio.

17.8.09

João Pessoa, 17 de agosto do ano da Graça de 2009, 1h52 da tarde.
Bruno R corrige redações de alunos da terceira série do ensino médio.

A Amazônia ela produz a parte maior de sua própria chuva, porquê ela é bastante grande.
O excesso do desmatamento pode degradar o ciclo hidrológico porque não são apenas essencial para a manutenção das nossas floresta mais ela também garante o significado da chuva.
O desmatamento pode acabar com varias coisas, tipo assim, com o ciclo Hidrológico, com a nossa manutenção de grandes floresta e com a energia hidreletrica etc...