Pesquisar este blog

28.7.07

Eu vi um trecho do depoimento de Lula no Espaço Cultural, essa semana, onde ele falou sobre as ações do PAC (Plano de Aceleração da... Corrupção?) na Paraíba, e, no final, empolgado pelas palmas de centenas de babões no Banguê, ele deixou escapar mais ou menos o seguinte:

"Ainda esse ano a estrada que liga João Pessoa a Campina Grande vai estar pronta e no ano que vem eu volto aqui pra inaugurar as obras do PAC. Se o Tribunal de Contas não atrapalhar, se o Ministério Público não atrapalhar... Porque enquanto tem um querendo construir, tem trinta querendo destruir! Mas eu sou teimoso..."

É nessas horas que eu não tenho dúvidas de que a frustração maior de Lula é não ser Hugo Chávez.

15.7.07

Moram em João Pessoa

Max Weber, Glauber Rocha, Alan Kardec, John Lennon, Agenor, além da dupla Roberto e Erasmo Carlos.

1.7.07

Recife...
Rua da União...
A casa de meu avô...
Nunca pensei que ela acabasse!
Tudo lá parecia impregnado de eternidade
Recife...
Meu avô morto.
Recife morto, Recife bom, Recife brasileiro
como a casa de meu avô.
(Manuel Bandeira)

Recife. ponte Buarque de Macedo.
Eu, indo em direção à casa do Agra
Assombrado com minha sombra magra
Pensava no destino - e tinha medo!
(Augusto dos Anjos)

Ei! Vem cá que eu quero te mostrar
Ei! A minha cidade, o meu lugar
Ei! Recife tem um coração
Ei! Tem muito calor, muita emoção

O povo daqui gosta de cantar
Tem religião, gosta de rezar
Tem cristianismo, tem candomblé
Tem muita cachaça e muita mulher
(Reginaldo Rossi)

Recífilis, a venérea brasileira.
(Popular)

28.6.07

Patos continua a mesma, mas está diferente

Às portas da cidade, o Rivaldão, talvez o único ginásio de esportes do mundo que fica embaixo de uma ponte. A ponte com sua bela vista do Rio Espinharas, meio seco ou meio vazio, a depender dos olhos de quem vê.
Patos está mais urbana. Antigas ruas de terra estão calçadas; as calçadas foram asfaltadas e as que já eram asfaltadas, com asfalto novo. Uma das ruas em que morei está simplesmente irreconhecível. Apenas uma casa lá continuava como no meu tempo.
Assim como seu colega de João Pessoa, o prefeito de lá andou reformando e embelezando as praças. Apesar de mais iluminada, a praça do Cepa continua atraindo casaizinhos, bêbados e gente sem ter o que fazer em geral. A escola que fica ao lado ganhou uma pintura cor-de-rosa de gosto duvidoso.
A cidade ganhou um shopping, acanhado, é verdade, mas que tem café, livraria e cinemas – que fecham aos domingos. Já se vêem outdoors, restaurantes de comida chinesa e arranha-céus que chegam a doze andares.
É o progresso chegando à cidade que este ano perdeu a chance de sediar um curso de medicina na universidade federal, mas em compensação virou a capital estadual do futebol e destino turístico consolidado neste final de junho.

20.5.07

Conectado = estúpido

Você, como eu, já se sentiu particularmente burro e/ ou esquecido enquanto via sites ou falava com alguém no MSN?
Tenham cuidado, pois não é lenda urbana. Deu na Veja:

"Além da produtividade, a capacidade intelectual do profissional viciado em internet está em jogo. Foi o que concluiu um estudo da Universidade de Londres, no qual funcionários testados tiveram redução temporária de até 10 pontos em seu QI, quando sob a distração de e-mails e celulares."

Agora pelo menos você já tem uma desculpa pra dar quando esquecer quem levou o Oscar de melhor figurino ou confundir o Schalke 04 com o Hertha Berlim.

14.5.07

Do inferno ao céu de Suely




No futebol você vai da desolução absoluta à euforia completa em uma semana. Domingo passado, o Botafogo, clube que passei a torcer vendo os jogos pela TV aos 6 anos, perdia o campeonato carioca para o Flamengo num erro do bandeirinha aos 47 minutos do segundo tempo - entre outras circunstâncias emputecedoras.
Pois bem, já na quarta-feira, o mesmo Flamengo caía fora da Libertadores, dessa vez prejudicado pela arbitragem. No futebol, a mão que afaga é a mesma que apedreja.
Na quinta, o Fogão conseguiu eliminar o Atlético-MG e seguir em frente na Copa do Brasil, num jogo dramático até para os padrões do Botafogo. Dessa vez, o alvinegro carioca foi ajudado pela arbitragem. E agora faltam 4 jogos para o título inédito. Nada como um juiz após o outro.

E por falar em ineditismo, o Nacional, clube que eu comecei a torcer vendo os jogos no estádio aos 3 anos de idade, foi campeão paraibano pela primeira vez, sapecando 3 a 0 no Atlético de Cajazeiras. Já o Botafogo ganhou do Inter fora de casa com meio time reserva, pelo campeonato brasileiro. E a derrota do Flamengo em casa por 4 a 2 para o Palmeiras foi a cereja do bolo.

Sim, eu sei que o leitor médio deste blog não gosta de futebol. Mas é que depois que Ailton matou "a pelada", fiquei órfão de um espaço para escrever sobre o esporte bretão. E eu precisava desabafar. Mal aê.

Vou aproveitar e falar de um assunto mais democrático. Ontem terminou o Cineport. Como eu queria sair e não tinha outra opção, fui rever "O Céu de Suely". Prestei mais atenção no tal conceito de "fotografia de luz de poste" de Walter Carvalho. Puta que pariu, como um cara consegue fazer coisas tão diferentes como "O Céu de Suely" e O veneno da madrugada"?
Bem, mas a verdade é que dessa vez o filme mexeu comigo mais do que da primeira. E quando um filme não só resiste a uma segunda avaliação, como ainda melhora, é bom sinal.