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15.7.08

Solteira sim, sozinha nunca
Sou garota melancia
e rebolo minha bunda


Os versos acima são do novo hit da Mulher Melancia.

A dançarina que se descobriu cantora esteve envolvida em grande polêmica sobre se iria ou não fazer uma lipo. Foi o assunto mais comentado no país entre a morte de Isabella e essa operação da PF que não sei escrever o nome.

Um autor de novela disse que ela era gorda. Outros, que na verdade ela foi gorda e teria já uma lipo no currículo, o que explicaria sua desproporcionalidade etc.

Andressa Soares, é esse o nome da fruta, está por cima disso tudo, e teria dito a um repórter: "Não sou gorda nem sou magra; sou poeta."

7.7.08

Belo Horizonte, anos 20


Um grupo de amigos discutia num café sobre a criação de uma revista cultural. Um deles propõe escrever sobre Bidu Sayão, que estreara no Teatro Costanzi de Roma.

- Não vai longe. Uma cantora lírica brasileira fazer sucesso?

O seu ouvinte nem concordou nem discordou. Avistara um amigo seu, leitor voraz, boa conversa. Quis saber se o rapaz de passo curto e rápido e olhar fugidio não queria colaborar com a Leite Crioulo.

- Obrigado, mas quero viajar, conhecer o Brasil. Não quero ser escritor.

Sua voz não indicava sarcasmo, no entanto o nosso crítico de ópera vira naquela resposta ironia e presunção.

- Quem é esse arrogante?
- Chama-se João.
- João Ninguém? - disse, ajeitando os bigodes oleosos.

- João Guimarães Rosa.

1.7.08

Entre Deus, o diabo e Dan Brown


Eu só soube este fim de semana, vendo uma entrevista com Fernando Morais na TV Senado, mas já faz um mês que chegou às livrarias a biografia de Paulo Coelho.



Morais, biógrafo de Olga, Fidel e Chatô, ia escrever sobre Chávez mas ao descobrir que outro brasileiro teve a idéia antes dele resolveu apostar no Coelho.

O "mago", que já foi satanista e nunca vai deixar de ser mal-dito, é autor do 14o livro mais vendido da história, O Alquimista, exatamente à frente de O Código da Vinci. O primeiro, claro, é a Bíblia.

O escritor já vendeu no total mais de 100 milhões de exemplares em 160 países. Milagre? Pacto com o demônio..?

3.6.08

O Correio das Artes, suplemento literário do jornal 'A União', perguntou a algumas pessoas o que elas estavam fazendo quarenta anos atrás.


Bráulio Tavares
(escritor)

Em maio de 1968 eu estava vivendo maio de 1968 com força. Ouvia sem parar o Sgt. Pepper’s dos Beatles, os primeiros LPs de Caetano Veloso e dos Mutantes, além de discos recém-lançados de Sidney Miller e Baden Powell. O Cine Distração, nas manhãs de sábado do Capitólio, exibia para uma platéia lotada de gente filmes como O Processo de Orson Welles e Oito e Meio de Fellini. Juntamente com Jakson e Marcos Agra, eu pegava o ônibus até Recife para ver Blow-Up de Antonioni ou Alphaville de Godard no Cinema de Arte Coliseu, em Casa Amarela. As agitações políticas do movimento estudantil me fascinavam sem me entusiasmar, mas pelo menos me induziram a deixar de lado por alguns instantes Kafka e Aldous Huxley, e dedicar algumas horas por dia a ler os jornais, para saber por que diabo Paris estava em chamas. Uma coisa interessante dessa época era que ninguém fazia livros, mostras, exibições ou festivais cujo tema fosse "1928" ou "1948". O país inteiro não estava, como hoje, relembrando datas ou tentando resgatar uma chama perdida no passado. A melhor maneira de entender o que foi 1968 é viver 2008. Com força.


Outros depoimentos e textos sobre o famoso mês podem ser lidos aqui.

17.5.08

Histórico!!!!!!!!!

Aí galere, com quatro anos de atraso pus o Marginal na rede.

Trata-se do documentário que fiz sobre o meu irmão, Shiko, como trabalho de conclusão do curso de jornalismo.

Tá aí, em duas fatias:





E eu também disponibilizei no Overmundo, pra quem quiser baixar, a minha mais recente monografia, um ensaio sobre o programa Recorte Cultural.

Doze pessoas já baixaram. É mais do que alguns livros conseguem vender.

13.5.08

Ouvi falar que é recomendável pular uma linha entre os parágrafos nos textos escritos para a Web. Não sei, acho que se o texto é chato ou não, não é uma linha de espaço que faz diferença.

Ou faz?