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19.12.07

"Uma pessoa que não é educada, quando perde o emprego, vai pedir a Deus pra arranjar trabalho. Uma pessoa que é educada, faz um currículo." Palavras do sociólogo Alberto Carlos Almeida, autor de "A cabeça do brasileiro", que este blogueiro ouviu em uma entrevista com o autor na TV Senado. O livro de Almeida é o mais discutido dos últimos tempos no país. Quase um "Tropa de Elite" literário.
Muita gente não sabe o que é CPMF. Paga e não sabe. Ou nem paga, mas acha que é errado, simplesmente porque é mais um imposto. E se é imposto, não pode ser bom. "Só serve pra encher os bolsos dos políticos mesmo".
É bastante provável que a maioria dos brasileiros não percebam que a mesma oposição que agora bloqueou a prorrogação do tributo foi a mesma que aprovou a sua criação no governo FHC. O mesmo governo que tirou a maior parte da sua arrecadação da saúde, de onde, como queria Adib Jatene, nunca devia ter saído. Agora, mesmo com a promessa, expressa em carta por Lula no dia da votação, de que os 40 bi iriam integralmente para a saúde, tucanos e democratas permaneceram irredutíveis em sua decisão de enterrar a CPMF.
O Datafolha publicou pesquisa nesse mesmo fatídico dia que mostrava um aumento da popularidade do presidente. Com PAC disso e daquilo, crescimento econômico, programas de assistência social, transposição do São Francisco e ainda um plus de 40 bilhões em caixa, seria difícil Lula não eleger seu sucessor. Não é só o lobby de quem queria deixar de pagar a insonegável CPMF: PSDB e PFL vetaram o imposto, sem dúvida alguma, com um olho em 2010.
Mas isso passa despercebido. O tom geral de quem acompanhou essa novela pela TV reproduz a (o)posição demotucana. CPMF é imposto; e imposto é ruim.
Educação é ter consciência pra julgar o que é melhor: acabar com um imposto que eu não pago (ou pago muito pouco) ou um respiro no sistema de saúde pública - esse, sim, a maioria da população usa; enquanto que poucos (mas muito influentes) pagam uma bolada de CPMF.

6 comentários:

Lygia disse...

controversa a parte de "educação" e da "consciência"..
=P

Bruno R disse...

pq?

Mythus disse...

Frases como essa que atrelam religião à ignorância só servem para criar polêmica e, de repente, fazer mais publicidade para o sociólogo. Quem não for educado é que cai na onda dele.

Sem se preocupe que CMPF volta logo após as eleições de 2008. Nem vão esperar por 2010.

Em alguns países, as empresas colocam os preços nas mercadorias sem embutir taxas e impostos, apenas no caixa o comprador vai saber exatamente o quanto vai pagar.

eu disse...

Tulio, quando a Universal prega que o desemprego é obra de encosto, eu acho que o exemplo é pertinente sim.

Mythus disse...

Nem todos os que estão na Universal crêem em tudo que se prega lá. Também há gente com bom nível educacional que crêem e buscam a Deus.

É até complicado apontar um segmento filosófico/ideológico/religioso em que todos os que se identificam como tal concordam com todos os pontos que são ditos dentro daquele grupo. A frase citada é posta em termos absolutos e da forma como está, seu exemplo é longe de ser pertinente para fundamentá-la. Acredito que nem o próprio autor acredita de fato no que ele colocou. Só o fez para causar polêmica e chamar atenção.

eu disse...

Tulio, ok. Há gente com nivel educacional na igreja. só q pelo q eu vejo na tv os pastores fazem acreditar q basta vc pagar o dizimo que vai conseguir uma mansão e uma ferrari.
O crente mais instruido, alem de rezar, vai fazer cursos, se preparar etc. ao invés de apenas aguardar o chamado de deus.
ele não foi tao simplista e generalizante, eu te garanto. nem ele nem eu quisemos discutir religiao. se dei essa ideia aqui, peço perdao.