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3.1.08

Paraíba, capital Paraíba

Sessão Especial discute mudança no nome da Capital

A sessão especial para debater a mudança do nome da Capital paraibana, realizada na manhã desta quinta-feira, 29, na Câmara Municipal, foi prestigiada por autoridades e população. Com as galerias e demais dependências da Câmara lotadas, a sessão foi presidida pelo vereador Fuba e teve a participação dos vereadores Tavinho Santos (PTB), Padre Adelino (PSB) e Paula Frassinete (PSB).
A sessão contou também com a participação do presidente do Instituto de Genealogia e Heráldica da Paraíba, João Abelardo Lins; do presidente da Ong Padre Mestre João do Rego, José Flávio da Silva; membros do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba (IHGP); além de professores, estudantes e estudiosos do assunto.
O arcebispo da Paraíba, dom Aldo Pagotto, não pôde comparecer ao avento, mas enviou correspondência ao vereador Flávio Eduardo Fuba (PSB), autor do requerimento de realização da sessão, apoiando o debate que prevê o retorno do nome Parahyba em substituição à designação João Pessoa.
Na carta enviada a Fuba, dom Aldo Pagotto lamenta não estar presente à sessão especial. No entanto, o arcebispo dá uma contribuição ao debate informando o que muita gente não havia prestado atenção: apesar da mudança do nome, em 1930, a Igreja Católica no estado decidiu manter o nome 'Paraíba' como denominação da circunscrição eclesiástica, que corresponde a Arquidiocese da Paraíba e não Arquidiocese de João Pessoa.


Fonte: http://www.cmjp.pb.gov.br

Não votei em Fuba nem esperava muita coisa dele. Mas sua atuação parlamentar vem me agradando. Não sei que projetos propostos por ele foram aprovados, mas o simples fato de ele levantar discussões como essa já são dignas de elogios. Casas legislativas são espaços para debates, mas nem sempre é o que vemos. A Assembléia Legislativa vive conferindo votos de aplauso e homenagens de mérito duvidoso, como a entrega do título de cidadão paraibano a Collor, por exemplo.
Outra de Fuba que deu o maior bafafá foi a idéia de estabelecer uma cota mínima obrigatória de música local na programação das rádios. Não pegou porque a legislação que rege a radiodifusão é federal... Bom, pelo menos serviu para se discutir o tema.
Agora é a vez do nome da cidade. Eu sou a favor da mudança. Mas mesmo que fosse contra, eu apoiaria o debate, por esclarecer à grande parte da população as circunstâncias em que se deu a mudança de "Paraíba" pra "João Pessoa". Muita gente acha que sempre foi "João Pessoa". Outros nem sabem quem foi o sujeito.
Se houvesse um plebiscito, por exemplo, o assunto ganharia de vez os meios de comunicação e as pessoas estariam aptas a refletir se a figura do então presidente da província e seu trágico fim justificam tamanha honra. Mais ou menos como o plebiscito sobre o sistema de governo de 1992, que ensinou o povo o que era monarquia e parlamentarismo.
Conhecendo a nossa história, o cidadão comum (esse Homer Simpson de que fala William Bonner) poderia se perguntar: "Se o governador fosse assassinado hoje e uma semana depois houvesse uma sessão na Assembléia para mudar o nome da capital para 'Cássio Cunha Lima', eu apoiaria?"

Em tempo: uma enquete realizada pelo site O Informativo sugere que a opção pela mudança do nome, pelo menos entre os mais instruídos, ganha de lavada da permanência de "João Pessoa".

14 comentários:

Diana disse...

Pois é. Em 2007, mais de 50% da atividade da AL paraibana traduziu-se em prestar homenagens e inutilidades do gênero. Se bem que mudar o nome da cidade causaria tantos inconvenientes que talvez esse esforço de Fuba tb não seja lá muito útil para o interesse local...

Bruno R disse...

pq nao pensaram nisso em 1930?

Lygia disse...

bons argumentos...
tu tá começando a conseguir me convencer seriamente dessa idéia, apesar do texto em itálico ser ruim p ler..
talvez seja o espírito natalino..

Mythus disse...

Você deveria ter posto o link direto ao enquete.

Vi um enquete lá que a maioria era favorável à mudança do nome (não dizia para qual nome).

O Brasil não é mais o de 1930. Basta ver as leis que tutelam o patrimônio histórico, inclusive com ações civis públicas para impedir a mudança de nomes de ruas à pretexto de tutelar este patrimônio.

Quanto ao incentivo à cultura local, Fuba poderia muito bem ter atacado em outra frente, com isenção de imposto de sua competência para o fomento da cultura paraibana. Isso ele poderia fazer tranqüilamente.

Bruno R disse...

quanto ao ultimo ponto, ja existe um fundo municipal de incentivo à cultura, desde a era cícero. o q poderia ser feito era ampliar as verbas. agora, por outro lado, o q essa gestao tem investido em cultura por meio da funjope não é brincadeira.

quanto ao link, a ideia é q as pessoas possam ter uma ideia do site como um todo.

"Vi um enquete lá que a maioria era favorável à mudança do nome (não dizia para qual nome)"

sim, e?

wilson disse...

mudar porra nenhuma!

Esse fuba é um parlamentar de merda. Esse projeto q ele fez de obrigar as rádios locais a tocar 20% de musicas regionais só mostra o tamanho da incompetência e desconhecimento da lei que ele e a comissão da câmara que aprovou o projeto têm. Eles deviam investir em assessoria jurídica pra não fazer mais merdas desse tipo.
Vc tem idéia de quanto foi gasto pra esse projeto chegar até o STF só pra se dizer o óbvio: que câmaras não podem legislar sobre radiodifusão?

vereador de merda de bloco de carnaval não serve.

Luís Venceslau disse...

"Se o governador fosse assassinado hoje e uma semana depois houvesse uma sessão na Assembléia para mudar o nome da capital para 'Cássio Cunha Lima', eu apoiaria?"

Perfeito. O João Pessoa não era nem muito melhor nem muito pior q Cassio. Mas só pelo trabalho q ia dar ter q desaprender, aí discordo. Se até hj chamo o Extra de Jumbo..

Tati disse...

Nem tava sabendo dessa..

Acho tão difícil as pessoas se acostumarem com mudança de nome de cidade...

Manu disse...

eu sou favoravel, mas nao sei como se daria a logistica de uma mudanca. ja pensou na confusao? cartorios, placas de carro, etc...
agora tinha que ser paraiba. lindo o hy, mas sem ele. seguindo a grafia da capital. agora, cabo brando nao, ne?! poxa...

Diana disse...

Fui nada. Eu morguei pra ir pq pensava que era 10 conto só pra comer feijão. Soube que lá era caipirinha, cerveja e doces à vontade. Além do mais, os caras eram bem legais... Tou arrependida (diferentemente de Leonaldo) geras.

gio disse...

pertinente, muito pertinente. e muito bom o texto, como sempre, bru. concordando com luís, o parágrafo com o exemplo de cássio foi o que há.

eu seria a favor da mudança. (opinando sobre. precisava não né, mas enfim.)

agora, uma coisa a gente tem que admitir _ uma das maiores fontes de divertimento desse blog são os comentários emputecidos e radicais de wilson. eu rolo no chão de tanto rir :p

valeska disse...

Interessante os comentários. Mas são muitos os equivocos!Olha, o projeto de lei apresentado pelo vereador Fuba não estava em desacordo com as normas juridicas.Tanto é que ele passou pela Comissão de Justiça da Câmara,pela Procuradoria do Muncipio, foi aprovado por unanimidade e sancionado pelo Prefeito Ricardo Coutinho, passando a ser a Lei Municipal nº 1075/06. A Lei foi derrubada no TJ por advogados contratados pelos grandes empresários das comunicações que não tiveram interesse em vê-la funcionando porque segundo eles isso iria invadir a reserva de mercado. Traduzindo: música paraibana não dá lucro para as rádios! O que se pretendia era que os nossos artistas locais tivessem espaço para divulgar o seu trabalho nas rádios da cidade.Uma iniciativa justa que mobilizou músicos, compositores da cidade quando foram entregues mais de 3.000 cds nas rádios para que veiculasem a nossa produção.
Quanto a questão do nome da cidade, o que está em discussão não é uma simples questão de qual nome dar a cidade, como se ela fosse um bicho de estimação!Trata-se de refletir,rever e questionar a História que foi contada a população até hoje! Há 77 anos que mudaram o nome da cidade e a bandeira do estado para prestar homenagem a um politico que viveu a vida toda no Rio de Janeiro e veio governar a Paraiba para atender as ordens do seu tio Epitácio Pessoa, que queria manter o Poder neste estado.Foi um periodo de autoritarismo e muitas arbitrariedades que culminou com a morte de João Pessoa.Morte esta que foi utlizada para reforçar os ideais da dita Revolução de 30 que implantou a Ditaura Vargas.A manipulação e alienação das massas levou com que até hoje a cidade tenha este nome e a nossa bandeira represente o sangue derramado e o luto pela morte do então presidente...
A possiblidade de rever a História e retomar o nome que a cidade teve durante 276 anos e a bandeira da capital, surge para aqueles que refletem, questionam e se inquietam diante do que é imposto como "nomal","natural" ou "aceitável".Ou seja é ação de quem pensa.

Luiz Mario disse...

O Bispo Católico Dom Aldo Di Cillo Pagotto, arcebispo do Nordeste, deu uma entrevista ao porograma Espiritismo Via Satélite. Programa este apresentado pelo senhor Alamar Régis Carvalho. Durante a entrevista, Dom Aldo disse, li Paulo e Estevão, (obra psicografada por Chico xavier) quem não leu não sabe o que está perdendo. Estive com Chico Xavier e me vi diante de um santo. Durante um encontro do CNBB, em Santa Catarina, um bispo pediu satisfação a Dom Aldo, sobre a referia entrevista. Os ânimos se exaltaram, então os bispos disseram (haviam cerca de quinhentos bispos). Nós tiramos a reencarnação da Bíblia. Precisamos rever esta tese. Nós tiramos a mediunidade da Bíblia. Precisamos rever esta tese. Entusiasmado com o fato, o Senhor Alamar promoveu com o auxílio da USE, União das Sociedades Espíritas, O 1° Encontro Espírita do Estado de São Paulo ENCOESP. Encontro este que seria realizado, em Janeiro de 2001 no Anhembi. Estes mesmos Bispos pretendiam fazer, uma reforma no Cristianismo, a partir do Brasil, e apresentar ao mundo o Espiritismo, com sendo o Cristianismo redivivo. O senhor Alamar disse inclusive, que os espíritas que fossem ao encontro, ficariam surpresos. Pois o Anhembi estaria lotado de bispos da igreja católica, pois participariam do evento, bispos do Brasil e do mundo. Estavam convidados para serem os palestrantes, Dom Aldo Di Cillo Pagotto, o padre José Linhares Pontes, que é ou era deputado federal pelo Ceará, e o pastor protestante Nehemias Marien. Só Dom Aldo Pagotto não pode ir. O motivo pelo qual Dom Aldo não pode comparecer, foi que trinta por cento daqueles bispos, que estavam no encontro do CNBB em Santa Catarina, disseram: Se for para a acabar com a Igreja Católica, vai ter sangue no Anhembí. Ameaçando assim matar a tiros de metralhadora Dom Aldo Pagoto, caso ele compareçesse ao evento. Houve uma reunião de emergência, pensaram ou em chamar a polícia, ou avisar a imprensa. Foi decidido então que era cedo, para os bispos fazerem tal afirmativa, a respeito da doutrina espírita. O Dom Aldo recuou, e o evento não aconteceu da forma como havia sido previsto. O senhor Alamar Régis Carvalho é hoje presidente da Rede Visão de TV.

Luiz ario disse...

Se a Bíblia é a "palavra de Deus", se a mesma "condena o Espiritismo", se a Igreja Católica, é a "única representante de Cristo na Terra", se o "papa" é "infalível".
Porque então que com todos estes recursos, para a defesa da Igreja Católica, os seus bispos optaram, pelo assassinato do bispo Dom Aldo Di Cillo Pagotto?